"A liberdade é um luxo a que nem todos se podem permitir." (Otto Bismark)

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons." (M. Luther King)

"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente." (Jiddu Krishnamurti)

"Ninguém está obrigado a cooperar em sua própria perda ou em sua própria escravatura, a Desobediência Civil é um direito imprescindível de todo o cidadão!" (Mahatma Ghandi)

"Alguns homens vêem as coisas como são e dizem "Porquê?". Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo "Porque não?" (George Bernard Shaw)

“Não há covardia mais torpe que a covardia da inteligência, a burrice voluntária, a recusa de juntar os pontos e enxergar o sentido geral dos factos.” [Olavo de Carvalho]

Nota:

Este blog não obedece nem obedecerá a qualquer acordo ortográfico que seja um atentado à identidade do País

quinta-feira, 25 de abril de 2013

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

É Hora de Acordar

A corrupção tira o sono a milhões de pessoas. Porque não aos corruptos? www.horadeacordar.pt

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Tanta "filha-da-putice" cansa, fede e farta !

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Estou farto disto tudo!


Estou farto de ver o país sequestrado por corruptos.   Farto de ver políticos a mentir.   Farto de ver a Constituição ser trespassada.   Farto de ver adolescentes saltitantes e acéfalos, de bandeira partidária em punho, a lamberem as botas de meia dúzia de ilusionistas.   Farto de oportunistas que, após mil tropelias, acabam a dirigir os destinos do país.   Farto de boys que proliferam como sanguessugas e transformam o mérito em pouco mais do que uma palavra.   Farto da injustiça social e da precariedade.   Farto da Justiça à Dias Loureiro.   Farto dos procuradores de pacotilha.   Farto de viver num regime falso, numa democracia impositiva.   Farto da austeridade.   Farto das negociatas à terceiro mundo.   Farto das ironias, da voz irritante, dos gráficos e da falta de sensibilidade de Vítor Gaspar.   Farto dos episódios inacreditáveis do "Dr." Relvas, das mentiras de Passos Coelho e da cobardia de Paulo Portas.   Farto de me sentir inseguro cada vez que ouço José Seguro.   Farto de ter uma espécie de Tutankhamon como Presidente da República.   Farto dos disparates do Dr. Mário Soares.
 
Estou farto de ver gente a sofrer sem ter culpa.   Farto de ver pessoas perderem o emprego, os bens, a liberdade, a felicidade e muitas vezes a dignidade.   Farto de ver tantos a partir sem perspectivas, orientados pelo desespero.   Farto de silêncios.   Farto do FMI e da Troika.   Farto de sentir o pânico a cada esquina.   Farto de ver lojas fecharem a porta pela ultima vez e empresas a falir.   Farto de ver rostos fechados, sufocados pela crise.   Farto dos Sócrates, Linos, Varas, Campos e outros a gozarem connosco depois de terem hipotecado o futuro do país.   Farto da senhora Merkel.
 
Estou farto de ver gente miserável impor a miséria a milhões.   Farto da impunidade.   Farto de ver vigaristas, gente sem escrúpulos, triunfar.   Farto de banqueiros sem vergonha, corresponsáveis em tudo, a carpirem mágoas nos meios de comunicação social.   Farto de ver milhares de pessoas a entregarem as suas casas ao banco.   Farto de vergonhas como o BPN e as PPP.   Farto de ver um país maltratar os seus filhos e abandoná-los à sua sorte.   E, finalmente, estou farto de estar farto e imagino que não devo estar só.

in: http://insustentavelbelezadosseres.blogspot.pt e http://expresso.sapo.pt/100-refens=s25339

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Catastroika (legendas em português)

O novo documentário da equipa responsável por Dividocracia chama-se Castastroika e faz um relato avassalador sobre o impacte da privatização massiva de bens públicos e sobre toda a ideologia neoliberal que está por detrás.

Catastroika denuncia exemplos concretos na Rússia, Chile, Inglaterra, França, Estados Unidos e, obviamente, na Grécia, em sectores como os transportes, a água ou a energia.

De forma deliberada e com uma motivação ideológica clara, os governos daqueles países estrangulam ou estrangularam serviços públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos como bodes expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como solução óbvia e inevitável. Sacrifica-se a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma deterioração generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.
As consequências mais devastadores registam-se nos países obrigados, por credores e instituições internacionais (como a Troika), a proceder a privatizações massivas, como contrapartida dos planos de «resgate». Catastroika evidencia, por exemplo, que o endividamento consiste numa estratégia para suspender a democracia e implementar medidas que nunca nenhum regime democrático ousou sequer propor antes de serem testadas nas ditaduras do Chile e da Turquia. O objectivo é a transferência para mãos privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos. Nada disto seria possível, num país democrático, sem a implementação de medidas de austeridade que deixem a economia refém dos mecanismos da especulação e da chantagem — o que implica, como se está a ver na Grécia, o total aniquilamento das estruturas basilares da sociedade, nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e níveis de vida condignos.
Se a Grécia é o melhor exemplo da relação entre a dividocracia e a catastroika, ela é também, nestes dias, a prova de que as pessoas não abdicaram da responsabilidade de exigir um futuro. Cá e lá, é importante saber o que está em jogo — e Catastroika rompe com o discurso hegemónico omnipresente nos media convencionais, tornando bem claro que o desafio que temos pela frente é optar entre a luta ou a barbárie.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Poltugal, um país do calalho

alvaro “Isto sim, é um país do calalho! Chama-se Poltugal.”

Imaginemos por um momento o ministro Álvaro. Sentado, a ler. Sobre o regaço, os poemas de Álvaro de Campos. A sua atenção fixa-se, pensativamente, na estrofe final de um deles: “Ah, todo eu anseio / Por este momento sem importância nenhuma / Na minha vida, / Ah, todo eu anseio por esse momento, como por outros análogos / Aqueles momentos em que não tive importância nenhuma, / Aqueles em que compreendi todo o vácuo da existência sem inteligência para o compreender / E havia luar e mar e solidão, ó Álvaro”. O Álvaro na sua solidão. E então… aconteceu. O momento. Aquele momento em que compreendeu “todo o vácuo da existência sem inteligência para o compreender”. Porque se deveu a uma graça divina. Apenas. Aquele Deus que, na sua obra “Diário de um Deus criacionista”, o mesmo Álvaro tanto houvera amargamente questionado pela demora preguiçosa em criar o mundo! E, bruscamente, com o efeito de uma revelação, um golpe de génio. Que haveria de mostrar a Portugal e ao resto do mundo o ministro Álvaro como o grande ministro da Economia! O momento traduzido num verso, para citar Manuel António Pina, um só verso que, no fundo, vale por uma epopeia inteira e que, na sua simplicidade, acabava por sintetizar seis meses extenuantes no domínio da acção governativa. Disse ele então que Portugal “tem falhado” no que se reporta às exportações de produtos nacionais, “tal como as natas”! O famoso “ovo de Colombo” miraculosamente transformado em pastel de nata.
Nessa altura, recorda Ricardo Araújo Pereira, “quando o ministro Álvaro apontou para o pastel de nata, os parvos olharam mesmo para o pastel de nata”. Mas os visionários viram neste gesto ministerial o zénite da aventura dos Descobrimentos, a concretização definitiva do mítico 5.º Império pressagiado pelo Bandarra, o famoso sapateiro de Trancoso, e por Fernando Pessoa. Era o novo Portugal, o Portugal do Álvaro, o Portugal do futuro, que se cumpria, concretizando o apelo pessoano – “Senhor, falta cumprir-se Portugal”. Tornava-se então mais que óbvio que “a aventura dos Descobrimentos teve como propósito principal (para não dizer exclusivo), o de ir à Índia buscar a canela que hoje faz falta para polvilhar os pastéis de nata”. Ricardo Araújo Pereira dixit. E eu não posso estar mais de acordo. Porque o visionarismo desta figura ministerial resolveria de uma penada a dívida contraída com o FMI e o BCE. Bastaria, repare-se na genialidade, colocar o mundo inteiro, “de Nova Iorque a Taipé e a Ouagadougou”, a empanturrar-se com pastéis. 78 mil milhões de pastéis de nata. Vendidos cada um ao preço competitivo de 1€, era dívida resolvida. Garantidamente. Mais ainda. O projecto deixaria de ser confinado ao pastel de nata para se integrar numa estratégia de desenvolvimento global. E aos pastéis, suceder-se-iam os coiratos em sandes, o pirolito de bolinha, o pingo directo, a bifana e o bacalhau feito em punheta. Só faltará mesmo ao Álvaro dispor hoje de um novo Camões, um super-Camões que verta em decassílabos heróicos esta épica “gesta da pastelaria” lusitana. E como contraponto político desta diáspora do pastel de nata de exportação, passámos a importar chineses. O que vai obrigar à flexibilização da própria língua portuguesa através de um acrescento ao Novo Acordo Ortográfico com as alterações necessárias à supressão das dificuldades que os chineses sempre demonstram na pronúncia do R. Reconhecidos ao comité central do PSD/CDS, logo apontaram como as pessoas mais competentes “para o conselho do supelvisão da EDP, o Catloga, o Blaga de Macedo, o Teixeila Pinto, a Celeste Caldona”. Entre outros. Exemplos do rigor moralista de Passos Coelho que, em campanha eleitoral e na sua voz de “balítono”, afirmava “sem colal de velgonha mentilosa” que, “a nossa preocupação não é levar para o Governo amigos, colegas ou parentes, mas sim os mais competentes”. E se bem que não tenha compreendido a nomeação de Caldona, o “plesidente Catloga” já afirmou explicar tais nomeações pelo facto de os chineses entenderem tratar-se de “calas conhecidas”! Tendo mesmo acrescentado que está a levar a sua nomeação tão a sério no sentido de justificar os 40 mil euros que vai enfardar mensalmente, que já tinha aprendido a escrever e a desenhar um pintelho em mandarim.
Estava prestes a fechar esta crónica, quando ouvi Cavaco, o emplastro de Boliqueime, queixar-se que a reforma de mais de 10 mil euros mensais que recebe, não lhe chega para as despesas! Comoveu-me a indigência material deste homem, complemento da indigência mental que sempre lhe reconheci. Este “sem abrigo”, sonso e manhoso, ao invocar a sua qualidade de “poupadinho”, deveria lembrar-se das centenas de milhares de euros oferecidos em acções pelo amigo Oliveira e Costa do BPN. De facto, tem razão Clara Ferreira Alves quando escreve: “O grande banquete da pátria está a ser servido aos senhores feudais com lugar sentado. Algumas migalhas vão sobrar para os portugueses que não se importem de servir às mesas.”
Isto sim, é um país do calalho! Chama-se Poltugal.

(Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos de 28 de Janeiro de 2012)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Em Portugal, admiramos o sucesso dos aldrabões. Assim fica tudo mais claro...

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Para aqueles que ainda tinham dúvidas, eis uma explicação que justifica a persistência dos portugueses em votarem sempre nos mesmos... continuarem a respeitar Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Cavaco Silva e outros saqueadores do Portugal perdido.

Na Islândia por exemplo, os saques ao estilo BPN foram travados e as consequências foram atenuadas, em parte porque os cidadãos escorraçavam e envergonhavam nas ruas, os envolvidos.

Segundo o Prof Manuel Sobrinho Simões - "Admiramos o sucesso dos aldrabões." Os nossos políticos estão no habitat ideal. 

 

EXTRACTOS DE UMA ENTREVISTA REVELADORA
Manuel Sobrinho Simões, médico, investigador e professor universitário, diz que Portugal continua a ser vítima do conflito de interesses que grassa entre as conveniências dos partidos e dos políticos e as necessidades do país e dos portugueses.

O empobrecimento das famílias entristece-o. A desgovernação do país tira-o do sério.


1 - Em três semanas tivemos quatro dias de descanso extra.
Ele foi a tolerância de ponto para Lisboa, a greve geral, um feriado civil e na próxima quarta-feira teremos um religioso. Como é que avalia a nossa relação com o trabalho?

No nosso país, uma pessoa que trabalhe todos os dias e que tenha de assinar ponto é visto como um falhado. Quando me tornei professor catedrático até os meus amigos ficaram decepcionados quando perceberam que a minha vida ia continuar a fazer-se das mesmas rotinas. E mais recentemente, no Hospital de São João, a maior parte dos professores da Faculdade de Medicina foram contra a fiscalização do horário de trabalho dos médicos através da leitura da impressão digital - o dedómetro - mas eu fui a favor. É humilhante? É. Sobretudo para quem tem funções de direcção. Mas tem de ser assim, porque infelizmente muitos de nós não cumprimos.

2 - Então a diferença entre nós e o resto da Europa, sobretudo os nórdicos, não está nos genes?
Claro que não. A diferença entre nós e os nórdicos não está nos genes, é fruto da cultura e da educação, da geografia, do clima e da religião. Eles tinham frio, era-lhes difícil cultivar cereais e não tinham vinho. Para sobreviverem tiveram de estimular a inovação e a cooperação. Ao contrário de nós, que tínhamos um bom clima, uma agricultura fértil e peixe com fartura. E depois tivemos África, a seguir o Brasil e logo os emigrantes. Não precisámos de nos organizar e não precisámos de nos esforçar. Não era preciso. Não planeávamos, desenrascávamos. Continuamos assim, gostamos de resolver catástrofes.


3 - Mas todos temos na memória os subsídios que foram concedidos aos agricultores para não produzirem.

Foi terrível. E para piorar as coisas, muitos ficaram deprimidíssimos e frequentemente alcoólicos. Destruíram as vinhas, a sua âncora, que lhes dava prestígio e dignidade pessoal nas suas comunidades, e começaram a passar os dias na taberna. Isto aconteceu em todo o Minho. E no Alentejo também.

4 - Podemos dizer que o nosso super-Estado tem descurado as necessidades reais dos cidadãos e da sociedade?
Desde o tempo do Dr. Salazar que o Estado faz questão de proteger os seus (políticos e amigos) e nós temos aprovado esse amparo. Por estas e por outras, nas últimas décadas, dominado por ciclos eleitorais curtos, o Estado passou a viver acima das suas possibilidades e a substituir-se à realidade. E, de repente, a realidade caiu em cima do povo.

5 - Os portugueses têm razões para se sentirem enganados ou não quiseram ver a realidade?

As duas são verdade. Podemos ofuscar o real durante algum tempo, mas não para sempre. As imagens da Grécia, com reformas aos 55 anos ou até mais cedo para as chamadas profissões de desgaste rápido, permitiram-nos perceber que se eles tinham entrado em colapso também nós corríamos o risco de vir a acontecer-nos o mesmo. Até essa altura, creio que muitas pessoas acreditavam, lá no seu íntimo, que nem os países, nem a segurança social, nem o Serviço Nacional de Saúde (SNS), nem as câmaras municipais podiam entrar em bancarrota. Agora já perceberam que isto pode mesmo entrar em ruptura. Para já reduziram até dez por cento o ordenado dos funcionários públicos, mas no ano que vem pode vir a ser necessário chegar aos vinte por cento.

6 - Não há dinheiro para o Estado social mas tem havido para obras e infra-estruturas. O que pensa disto?
Eu não sei o suficiente para perceber quando é que é necessário um novo aeroporto em Lisboa ou em Beja. Mas como sou um prático, penso que se não é preciso no imediato e temos falta de dinheiro, então temos de investir na criação de riqueza e de emprego e não em obras que têm um retorno mais longínquo.

7 - O Estado é refém da administração pública?

O Estado deixou desenvolver, no seu seio, várias corporações, cada uma mais egoísta do que a outra - juízes, médicos, professores, militares, etc. Além disto, partidarizou a administração pública e passou a fazer concessões despudoradas aos chamados novos poderes, aos construtores, à banca, à comunicação social. Isto já não é culpa do Dr. Salazar.

8 - Sente o orgulho beliscado por ter de ser o FMI a pôr ordem na nossa casa?
(...)Nós já temos uma carga fiscal enorme, tenho assistido com muita tristeza ao empobrecimento da classe média portuguesa. Se a intervenção do FMI empobrecer ainda mais a nossa classe média e as famílias mais desfavorecidos ficarei muito triste.

 

9 - Afirmou várias vezes que o que de melhor nos aconteceu foi a entrada no euro. Foi uma oportunidade perdida?
Ainda assim, defendo que, se for preciso, devemos fazer o pino para nos mantermos no euro. Prefiro ficar sob o domínio da Europa do que ficar apenas entregue aos jogos políticos portugueses. Estamos na pontinha da Europa, se isso acontecesse, connosco sozinhos e em roda livre, seria mortal.

10 - Acha que os países europeus mais fortes, nomeadamente a Alemanha, vão continuar a tolerar os nossos esquemas?
Não. Vão ser implacáveis porque é a Europa e o projecto União Europeia que estão em causa. Este ano, só a Índia vai pôr no mercado mais engenheiros do que todos os 27 países da Europa. O que é que a França ou a Alemanha representam na competição com a Índia? As pessoas não têm consciência da nossa dimensão.
Eu dou aulas na China, em Chengchow, uma cidade que ninguém conhece a sul do rio Amarelo, na província de Henan, onde fica o templo de Shaolin. Só esta província tem cem milhões de habitantes e a cidade de Chengchow tem sete milhões. É outra escala. O campus universitário de Chengchow, onde estão sempre uns guardas de metralhadora em riste, é simplesmente enorme. Os hospitais não são apenas maiores, são melhores do que o São João, aqui no Porto, ou o Santa Maria, em Lisboa. Não estamos a falar de Xangai, de Hong Kong ou de Pequim, essas são cidades extraordinárias. Estamos a falar de uma cidade de que não se ouve falar mas que tem uma universidade que é uma coisa de um mundo que já não é o nosso. Isto para dizer que a Europa ou se enxerga ou desaparece.

11 - Se fosse governante o que é que mudava?
Melhorava a educação, mas fazia-o com seriedade. Temos os miúdos na escola, e bem, mas não acautelámos a qualidade do ensino. Vejam-se os resultados dos estudos PISA, onde os nossos alunos, comparados com outros da mesma idade e de outros países da OCDE, revelam competências muito baixas nos conhecimentos da língua materna, da matemática e das ciências, três instrumentos básicos. Isto é um problema gravíssimo.

12 - Defraudámos as expectativas das famílias?
Completamente. Há muitas famílias cujos pais fizeram sacrifícios enormes para custear os estudos dos filhos, inscritos em universidades privadas e em cursos que não têm saída. As pessoas não entendem. Disseram-lhes que o diploma era importante. Por outro lado, não faz sentido que tenhamos 28 cursos de arquitectura em Portugal. E outros tantos de tecnologias da saúde. Aqui no Porto, em instituições privadas, os enfermeiros estão a ganhar cerca de quatro euros por hora.

13 - Os portugueses são condescendentes?

Pior, nós admiramos o sucesso do aldrabão. Em Portugal não há censura social para a esperteza saloia nem para a corrupção a que passámos a chamar informalidade. Pelo contrário, admiramos os esquemas, os expedientes. Vivemos deles.

14 - Mas depois queixamo-nos.
A nossa tragédia é que somos um povo pré-moderno. Não perguntamos, não responsabilizamos, não exigimos nem prestamos contas. Não temos a literacia nem a numeracia necessárias. Outro problema é a falta de transparência, a opacidade. Olhe o que se passou com o BPP e com o BPN, histórias tão mal contadas.

15 - A evasão e a fraude fiscal são duas das grandes marcas nacionais. A corrupção é outro crime sem castigo.
Quem tem muito poder económico pode recorrer a expedientes e a mecanismos dilatórios que são usados de maneira desproporcionada. Quem não tem esse poder é totalmente vulnerável. Somos demasiado tolerantes, somos condescendentes, no mau sentido, aderimos mais ao tipo que viola a lei do que ao polícia. Temos afecto pelo fulano que faz umas pequenas aldrabices,
admiramos secretamente os grandes aldrabões, não punimos os prevaricadores. Na verdade somos contra a autoridade.

in: http://apodrecetuga.blogspot.com/

Discursos, mentiras e pura demagogia escondem a verdade e a vergonha dos donos de Portugal.

253417_10150638273990296_483035515295_18900470_6066575_n Para aqueles que se deixaram embriagar nas demagogias dos que nos saqueiam.

Aqueles que teimam fazer eco e acreditar nas palavras dos governantes, assumindo como certo que a crise é culpa do povo "que viveu à grande"...

Demagogias que nos querem fazer crer que a culpa é da Europa, do Euro ... do Mundo. 

A culpa é do terrorismo... 

A culpa é do Sócrates. 

A culpa da crise é dos portugueses que pagam poucos impostos.  

A culpa é do FMI ou da Troika... ou até mesmo das alterações do clima.

Desenganem-se...

Desperdícios, roubos, incompetências, desvios, um rol de misérias que já há muito deveriam ser conhecidas de todos, inclusive da justiça. 

Por isso decidi divulgar este artigo, porque corrobora aquilo que eu defendo e acredito.

A crise, o despesismo, os cortes, a decadência dos serviços públicos, as ameaças crescentes de ruptura no SNS, na CGA, etc etc  tem como causa mais directa e clara, a delinquência dos que nos governam e a inércia da justiça e do povo. 

Paulo Morais, Medina Carreira, Marinho e Pinto, e agora a Dr.ª Maria José Morgado têm ajudado na luta contra a corrupção, destacando-se pela ousadia.
Mas estranhamente passam despercebidos, como se estivessem a falar de roubar feijões, ou outras insignificâncias. Fica por compreender o porquê deste desinteresse quase senil, dos portugueses, por assuntos tão vitais para a saúde do país e do povo.  

Nem por isso me deixarei contagiar pela inércia, ou deixarei de continuar a divulgar os crimes a que tenha acesso, apesar do desinteresse dos portugueses. 

Aqui fica mais um contributo precioso que, supostamente, deveria acordar muitos portugueses da inércia que nos soterra.

 

«SERMÃO DO BOM LADRÃO
A voracidade incontrolável do sector empresarial do Estado tem sido fonte de corrupção e miséria.
Espantoso é descobrir a denúncia destas espertezas lusas no “Sermão do Bom Ladrão”, do Padre António Vieira. “BASTA SENHOR QUE EU PORQUE ROUBO EM UMA BARCA SOU LADRÃO E VÓS PORQUE ROUBAIS EM UMA ARMADA, SOIS IMPERADOR? ASSIM É”.
Pois a armada agora será o sector empresarial do Estado guiado pelo lema do sorvedouro dos dinheiros públicos. Alguns pequenos exemplos, segundo um especialista.

HÁ 14.000 ENTIDADES, 900 FUNDAÇÕES, 100 EMPRESAS DO ESTADO CENTRAL E LOCAL COM DUPLICAÇÃO DE FUNÇÕES, DE DESPESAS E DESPERDÍCIOS ABSURDOS ALIMENTADAS POR DINHEIROS PÚBLICOS E TUTELADOS PELO GOVERNO. FUNCIONAM EM REGIME DE APAGÃO ORÇAMENTAL.

Outra particularidade lusa é A DE SERMOS O LÍDER EUROPEU DAS PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS EM PERCENTAGENS DO PIB. Os encargos assumidos nestes contratos entre o sector público e os consórcios de empresas privadas nas infra-estruturas rodoviárias, ferroviárias e da saúde correspondiam, em 2009, a cerca de 50 MIL MILHÕES DE EUROS. Os vultuosos encargos da REFER e a Estradas de Portugal também não eram sujeitos a prestação de contas.

Os fins públicos visados nalguns destes grandes negócios são curiosos: traduzem-se numa rede de transações entre o Estado e particulares, intermediadas por empresas-veículo das quais o Estado também faz parte, com SOBREFATURAÇÃO AO CONTRIBUINTE, numa original competitividade. A proteção do concessionário privado tornou-se normalmente ruinosa para o Estado.

Outro mistério é o fenómeno da derrapagem nas obras públicas.
A Casa da Música apresentou uma derrapagem de 300%. Não é excepção. A metodologia das derrapagens parece essencial. OS ESTÁDIOS DO EURO-2004 SÃO UM ENCARGO DE MAIS DE MIL MILHÕES DE EUROS A SUPORTAR EM 20 ANOS.
É O CAMPO DE ALTO RISCO DAS DECISÕES SOBRE MERCADOS PÚBLICOS, OBRAS, EMPREITADAS,SUBSÍDIOS.SEM PRESTAÇÃO DE CONTAS. SEM GESTÃO DE RISCOS. O ESTADO TEM ASSUMIDO QUASE SEMPRE OS ENCARGOS COM PROTECÇÃO EXAGERADA DAS EMPRESAS PRIVADAS, COMO SE OS DECISORES PÚBLICOS NÃO ESTIVESSEM VINCULADOS POR DEVERES DE EFICIÊNCIA NO BOM USO DOS DINHEIROS DOS CONTRIBUINTES. Neste húmus de más práticas foi como se o ESTADO ENTREGASSE A CHAVE DO GALINHEIRO À RAPOSA.
A CRÓNICA MÁ GESTÃO DOS DINHEIROS PÚBLICOS ALIADA AO CONCUBINATO ENTRE CERTAS EMPRESAS E O ESTADO DESTRUÍRAM A ECONOMIA E A CAPACIDADE DE PRODUZIR RIQUEZA.
Foi o resvalar da incompetência e do desleixo para formas de corrupção sistemática com o descontrolado endividamento público.
O sistema económico da livre iniciativa foi substituído pelo sistema da planificação central das comissões.


A INOPERÂNCIA DA JUSTIÇA NESTA ÁREA AGRAVOU A PATOLOGIA. NINGUÉM RESPONDEU FINANCEIRAMENTE POR NADA. Consagrou-se um espaço de actuação sem risco. O resultado está à vista: empobrecimento do país, enriquecimento ilícito e imoralidade pública.
O Ministério Público, a polícia, os tribunais devem assumir a sua quota-parte de responsabilidade na mudança da parábola do bom ladrão. “ROUBAR POUCO É CULPA, ROUBAR MUITO É GRANDEZA”. Até quando?»
(Dr.ª Maria José Morgado, directora do DIAP, in Expresso)

in: http://apodrecetuga.blogspot.com/

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Todos os Maus do mundo

Agora que também Khadafi decidiu passar para o mundo dos mais, quais são os autênticos Maus com os quais podemos ainda contar?

Eis uma breve lista, para não esquecer que o Mal tem de ser combatido e derrotado, sempre e em qualquer lugar, mesmo que não seja Mal, não interessa: é o princípio que conta.

Os Maus mais Maus


Mahmud Ahmadinejād

Claro está: em primeiro lugar o Presidente da República Islâmica do Irão.
As culpas dele não têm fim: quer ter energia nuclear e, quem sabe, talvez construir uma bomba atómica, tal como já fez na mesma região Israel. Com a diferença de que Israel é Bom, enquanto o Irão é Mau.
Mas porquê Israel e Bom e o Irão é mau? Porque sim.

A seguir: o Irão tem um sistema bancário que não está baseado sobre os juros, o que é loucura, não pode funcionar e deve ser abatido antes que comece a espalhar-se. Além disso, o banco Central de Teheran é um dos poucos que ainda não caiu nas mãos dos Rothschild, uma situação que deve ser corrigida e depressa também.

O Irão tem petróleo e gás, só que Ahmadinejad não quer vende-los em Dólares: só por isso deveria ser crucificado ou, pelo menos, morto após um razoável período de sofrimento.

Suprema heresia, Ahmadinejad várias vezes indicou os Estados Unidos como principal fonte dos problemas do Mundo.

Como se tudo isso não bastasse, Ahmadinejad é muçulmano, coisa já por si bastante grave, sendo todos os Muçulmanos maus e terroristas.


Bashār al-Asad

Este homem tem os dias contados. E porquê? Porque é Mau.

Chefe de Estado da Síria, não deu problemas ao longo de muitos anos.
Mas um dia, alguém lembrou-se: "al-Asad é Mau!".
E de facto é muito, muito mau.

Principal culpa dele é aquela de massacrar o próprio povo, que deseja apenas uma coisa: liberdade. Ou melhor: democracia. Não é bem a mesma coisa.
A melhor explicação é que, após ter trabalhado anos em paz, al-Asad acordou um dia assim, já todo mau, e começou a matar pessoas.

Os Sírios não têm medo e continuam a travessar a fronteira com o Iraque para manifestar em Damasco, contra o tirano. Na verdade nem são Sírios e estão armados também, mas não importa, a sede de democracia não conhece fronteiras.

Para mostrar a abismal maldade do regime, os media ocidentais até criam vídeos falsos, o que é correcto pois todo o Mundo tem que perceber qual o sofrimento dos Sírios inocentes.

Hillary Clinton, a paladina da Paz, já ofereceu o fim das hostilidades, sendo suficiente por isso assinar um tratado de paz com Israel (que é Bom); mas al-Asad é casmurro além de Mau, e recusou.
Por isso irá morrer em breve: o justo fim de todos os Maus.


ʿAlī ʿAbd Allāh āleh

Outra pessoa com uma esperança de vida bastante reduzida.
Presidente do Yemen, segundo os media ocidentais tem como passatempo o assassinato de civis indefesos, o que demonstra bem o grau de Maldade.

Cúmplice a distância, as coisas no Yemen não são muito claras: Washington acusa o Yemen de ter bases de Al-Qaeda, pelo que Saleh daria apoio a estes ex-Maus; mas, ao mesmo tempo, Saleh é atingido por um disparo de lança-foguetes, arma que, admitimos, é difícil pertencer a cidadãos indefesos.

Sendo o Yemen um produtor de petróleo (na prática, o único recurso do País), é provável que seja alvo duma próxima intervenção humanitária ocidental. No qual caso, Saleh teria os dias contados.

Dito entre nós: tem uma cara bem pouco simpática. 


Qābūs bin Sa
ʿīd Āl Saʿīd e Hamad bin Isa Al Khalifa


Estes ainda não são Maus, sendo fieis aliados dos Estados Unidos.

E que sejam fiéis não há dúvida: têm petróleo que é explorado por companhias ocidentais. O que é a melhor prova de amor.

Só que os tempos mudam e um fiel aliado hoje pode tornar-se um bom Mau amanhã: Tunísia e Egipto ensinam.



Por enquanto Al-Said (Oman) e Al-Khalifa (Bahrain) passam o tempo matando cidadãos em desacordo com as políticas dos regimes, no futuro podem ficar atropelados pelo vento de mudanças que sopra na região deles.

Muito depende do papel dos media. Estes, não tendo recebido ordens em contrário, têm ignorado bastante os acontecimentos destes dois longínquos Países, deixando que as pessoas morram na máxima descontracção, massacradas pelos próprios exércitos.

Mas, como já lembrado, as coisas podem mudar.

Nas imagens: As-Khalifa em cima, Al-Said em baixo.



Vladimir Putin

Putin, Rei da Rússia, é um pouco Mau e um pouco Bom. Depende dos dias.
Herdeiro da inglória União Soviética, trabalha para alcançar o antigo esplendor. Mas, não sendo Comunista, tenta encontrar uma nova via, que ainda não está bem definida.

Claro está: a nova via pode tornar-se uma "má" via, e Putin com ela.
Por exemplo: a Rússia tem gás, muito gás que, cedo, irá tornar-se o principal substituto do petróleo. Putin estará disposto a demonstrar o próprio amor à América? Isso é: criará problemas nas exportações ou deixará as companhias ocidentais ditarem as regras do jogo?

E este é apenas um dos exemplos possíveis, pois a Rússia arrisca tornar-se um sério quebra-cabeça por Washington. Mas não já, só com o tempo.

Muito dependerá da habilidade do simpático Vladimir que, é bom lembrar, pode contar com os restos do KGB e do Exercito Vermelho. O que não é pouco.


Hu Jintao

Por enquanto não é mesmo "Mau". É mais "Irritante". Bastante irritante.

Mas o destino dele está escrito nas estrelas da bandeira dos Estados Unidos: será Mau. Aliás, é provável que na altura certa Hu Jintao se torne o Mau mais Mau de todos os Maus da História dos Maus.

Naquele dia começará uma Grande Festa, a maior alguma vez mais vista, e, finalmente, o Mundo conhecerá a Verdadeira Paz. Possível apenas com a extinção do Homem.


Kim Jong-il, Fidel Castro, Hugo Chavez

Este três são Maus de longa data e já bastante esgotados. Aliás, a função deles é mais folclórica do que real.

Kim Jong-iI é o mais divertido, e quando os Estados Unidos não têm outros inimigos no horizonte vão provoca-lo para entreter os povos da Terra.

De saúde precária, Kim será substituído pelo filho, outro Kim: em qualquer caso, a proximidade territorial da China marca o futuro deste regime, que provavelmente será absorvido por Pequim.

Fidel Castro mais do que um "mau" é uma relíquia vivente.

Amigo de Che Guevara, que tantos corações ainda faz palpitar, promoveu o Comunismo na Ilha de Cuba que, como todos os regimes comunistas, torno-se uma "coisa de família".

De facto, Fidel deixou o poder para Raúl, o irmão.

É provável que com a morte de Fidel (que já agora terá mais ou menos uns 120 anos) a Ilha conheça uma lenta abertura aos Sagrados Valores Democráticos do Ocidente.

Hugo Chavez representa o melhor Mau da região sul-americana e, contrariamente aos dois Países anteriores, a Venezuela pode no futuro tornar-se alvo duma qualquer operação humanitária, basicamente porque tem petróleo.

Para encontrar problemas, pode sempre contar com a vizinha Colômbia, feudo de Washington.

Mas por enquanto as atenções mundiais estão concentradas em outros cantos do Mundo, pelo que Chavez é deixado relativamente tranquilo, com os proclamas dele.

Mais do que um Mau ao 100%, Chavez é um "mau" em fase de espera. Mas pode sempre tornar-se útil.
Na última imagem, Chavez fica à esquerda.


Haverá outros Maus?
Há, sem dúvida. Mas são Maus pouco sérios que, por enquanto, não representam ameaças.

Se o nosso desejo for encontrar a provável causa duma futura intervenção humanitária ou até da próxima guerra, aquelas acima são as pessoas que fornecem as melhores garantias de qualidade.


Ipse dixit.

in: http://informacaoincorrecta.blogspot.com

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Recordar…

 Convém recordar: António Lobo Xavier

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Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado
(não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado
presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.

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Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de

sacrifícios e de redução de salários...

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Sábado, 30 de Julho de 2011
 
Convém recordar: José Pedro Aguiar-Branco
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O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco e agora ministro da defesa é outro dos "campeões"
dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado),
da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu 8 080 euros, ou seja, 4 040 por reunião.

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Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos
portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

E agora é Ministro da Defesa.

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Convém recordar: António Nogueira Leite clip_image003 

Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5 300 euros por reunião.

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Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

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Quinta-feira, 28 de Julho de 2011
 
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Convém recordar: João Vieira Castro

O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria.

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Quarta-feira, 27 de Julho de 2011
 

Convém recordar: Daniel Proença de Carvalho clip_image005

Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.

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Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

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Terça-feira, 26 de Julho de 2011
 

Convém recordar: Gestores não executivos recebem 7 400 euros por reunião!!!

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Embora não desempenhem cargos de gestão, administradores são bem pagos.Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI--20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.

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Estes são alguns dos indivíduos que vão rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...


POR ESTAS E POR OUTRAS ESTE " SÍTIO " NUNCA MAIS É UM PAÍS.

Vencimentos com valores médios em termos de carreira...

G.N.R...............€ 800,00 - Para arriscar a vida.

Bombeiro...........€ 960,00 - Para salvar vidas.

Professor...........€ 930,00 - Para preparar para a vida.

Médico...........€ 2.260,00 - Para manter a vida.

Deputado...... € 6.700,00 - Para nos lixar a vida.

Cá vai um importante contributo,  que o Ministro das Finanças não continue a fazer de nós parvos, dizendo com ar sonso que não sabe em que mais cortar.

Acabou o recreio e o receio!

A guerra contra a chulisse, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos! Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.

Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três ex-Presidentes da República.

2. Redução do número de deputados da Assembleia da República para 80, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode.

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego.

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? e se não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821.

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades.

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;.

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis.

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA.

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder.

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma, Sr. Ministro das Finanças, recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado.

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privado), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem".

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar rigorosamente toda a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise".

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida.

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Quino, desiludido com a educação do século...

Quino, o cartoonista argentino autor da Mafalda, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso no cartoon o seu sentimento:

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    A genialidade do artista faz uma das melhores críticas sobre a criação de filhos (e educação) nos tempos actuais.

     

Neste Nosso Portugal©2009
 
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